Preços das commodities despencam na volta do feriado nos EUA

06/07/2016

O mercado de commodities teve uma reação exagerada nesta terça-feira (5) nos Estados Unidos, um dia após o feriado prolongado no país.

"Houve uma busca de pretextos para uma queda de preços, principalmente na soja, que teve alta acentuada nas últimas semanas", segundo Daniele Siqueira, da AgRural, de Curitiba.

O estopim para as quedas foi um final de semana com mais chuvas do que se esperava. Essas condições mais favoráveis ocorrem exatamente em um momento em que a planta necessita de água. O milho, por exemplo, está em período polinização neste mês.

Melhor ainda. Há expectativa de novas chuvas nas próximas semanas, afastando, por ora, o risco do clima, um fator de preocupação constante para os produtores, segundo Siqueira.

A soja, após um período especulativo de alta de preços na Bolsa de commodities de Chicago, teve queda de 4,7% no contrato de agosto, para US$ 11,10 o bushel (27,2 quilos).

Já o contrato de novembro, o mais líquido devido à safra norte-americana, recuou para US$ 10,77 por bushel, 5,3% menos do que os valores de sexta-feira (1º).

O milho, embora tenha se beneficiado mais com as chuvas do final de semana, recuou menos. O contrato de setembro foi negociado a US$ 3,71 por bushel (25,4 quilos), 2,6% menos do que na sexta. Já o de dezembro caiu para US$ 3,58, um recuo de 2,5%.

A derrocada dos preços nos Estados Unidos influenciou também o mercado interno. A soja chegou a perder R$ 3 por saca em algumas praças de comercialização.

Foi o que ocorreu em Ponta Grossa (PR), onde a saca da oleaginosa voltou para R$ 87, e em Lucas do Rio Verde (GO), cujo valor da saca esteve em R$ 76.

Já o preço do milho deu um novo alívio para as indústrias. Em Chapecó (SC), a saca caiu para R$ 47 -R$ 2 menos-, enquanto em Sorriso (MT) se manteve em R$ 26, conforme cotações da AgRural.

O Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou nesta terça-feira (5) que as lavouras do Meio-Oeste norte-americano, principal região produtora do país, vão bem.

Pelo menos 70% das lavouras de soja são consideradas como boas e excelentes. No ano passado, o percentual era de 63% no mesmo período.

Já as lavouras de milho têm um percentual de 75% como boas e excelentes, ante 69% em 2015.

Fonte: Udop, com informações da Folha de S.Paulo (escrita por Mauro Zafalon)

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