Açúcar tende a se estabilizar e retomar alta, avalia Saxo Bank

24/09/2014
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Os preços internacionais do açúcar devem se estabilizar e ter uma recuperação nos próximos anos. Foi o que afirmou nesta segunda-feira (22/9), o diretor de commodities do banco dinamarquês Saxo Bank, Olé Hansen, em encontro com jornalistas em São Paulo (SP).

Só neste mês, o preço da commodity, tomando por base o contrato de outubro na Bolsa de Nova York, deixou o patamar dos US$ 0,15 e caiu para próximo de US$ 0,13 por libra-peso. Hansen destacou que, neste momento, a situação dos estoques mundiais é confortável, o que pressiona os preços. No entanto, avaliou que o ciclo tende a se reverter.

"A diferença entre oferta e demanda deve cair. Diante dos preços baixos, a oferta deve ter uma redução. Mas acreditamos que a demanda deve manter o crescimento, especialmente na Europa e na Ásia, com preços se estabilizando e oscilando para valores mais altos nos próximos anos", afirmou o executivo.

Hansen considerou também que os problemas enfrentados pelo setor sucroenergético no Brasil, com quebra na produção de cana-de-açúcar e a crise econômico-financeira das indústrias, deve ajudar a dar um suporte aos preços do açúcar no futuro. "Definitivamente há um impacto, considerando a importância do Brasil na formação dos preços globais."

Café
A situação do Brasil é o foco de atenção também do mercado internacional de café arábica. As incertezas em relação à oferta brasileira é um dos fatores responsáveis pelas oscilações de preços do produto na Bolsa de Nova York. Nos últimos dias, as cotações oscilaram entre US$ 1,85 e US$ 1,78 por libra-peso, tomando por referência o contrato de dezembro na bolsa americana.

No seu relatório mais recente, divulgado no início do mês, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou um volume de 45,14 milhões de sacas, uma queda de 8,16% em relação ao volume de 2013. Do total, 32,11 milhões de sacas são da variedade arábica (-16,14%).

"Há especulações sobre a produção brasileira. Acreditamos que o momento é de preços mais estáveis e que devem se manter em patamares elevados pelo menos nos próximos dois anos", disse Olé Hasen.

Fonte: Biocana, Udop, com informações do Globo Rural (escrita por Raphael Salomão)

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